Algo não batia certo. E não era a imobilidade liquida, antes o lodo acumulado no fundo daqueles arquivos. Sem dúvida significando a morte dos tempos do sol e do sal. De resto, uma placa - Museu - anunciava a entrada no cemitério e o meu filho foi indo, de lápide em lápide, traduzindo do inglês o que fora a vida nas salinas.
Deixei-me estar, conheci-as bem, recordo-as nos seus traços de marés e águas salgadas, o ror de homens e mulheres de volta delas, e os rodos de madeira a puxar o sal depositado, como quem limpa a neve à porta depois do nevão.
Agora é a estagnação e uma geometria terrosa deambulando com os curiosos. Já não os ângulos rectos em que os marnotos laboravam. Mas na outra extremidade dos espelhos, rectângulos e rectângulos aquosos além, ouvi o piar, vislumbrei o esvoaçar das aves pernaltas. É o lodo e os seus vermes da morte, afinal o vital sustento das mais dispersas variedades limícolas. Carreguei a máquina fotográfica enquanto o filho prosseguia a decifrar lápides. Afinal, era um dia de caça como outro qualquer!
De sustento de humanos passou para sustento das variedades limícolas.
ResponderEliminarBoa noite, caro Amigo.
Um abraço.
Trouxe de lá belas imagens delas. Estão para o próximo post, caro Amigo.
EliminarUm abraço.
Saberes ancestrais!!!
ResponderEliminarBeijinhos!
Saberes de experiência feita, Maribel.
EliminarBeijinhos!