Não sei se chego lá...

Viajar na Sérvia não é para meninos. Menos ainda para velhotes... A gente deixa Belgrado para trás e esbarra nas paredes do cirílico. E no dinar, um enigma que nos baralha as contas feitas em euros. Os táxis não dispõem de taxímetros e todas as nossas esperanças se agarram a alguma alma caridosa que fale inglês.
Da outra vez aterrei em Sofia e atravessámos a fronteira, eu e o meu filho, à boleia. Já sexagenário... Mas desta feita é Belgrado e uma incógnita viagem para oriente, quase a chegar aos Balcãs.
Não podia deixar de ser, o filho casa lá.
Recordo boas pratalhadas de porco suculento. Portanto, não seriam os cães que preguiçavam ao sol no asfalto, despreocupados dos automóveis que não transitavam. E os tractores, iguaizinhos! aos do que o meu querido Pai inicialmente adquiriu, ainda eu não nascera... O hotel da vilória estava fechado porque o dono não tinha pachorra para o abrir: assim dormi no chão, algures na encosta da serra.
Isto e muito mais. Se lá chegar, e de lá voltar, tudo contarei. Ah!, só mais uma: foi o meu primeiro encontro com o Danúbio. Enchi a alma! Vou por ele, também...

 

Comentários

  1. Olá, caro João.
    Nunca fui à Sérvia. Logo, não conheço Belgrado, a não ser pela televisão. Imagino no entanto, que deve ter sido uma boa aventura.

    Grato pela visita e gentil comentário no meu cantinho.

    Abraço e bom fim de semana.

    Mário Margaride

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    Respostas
    1. Obrigado, caro Mário.
      Se puder vá. É complicado, mas traduz uma Europa a que já não estamos habituados.
      Obrigado pela sua visita a esta "Sérvia".
      Um abraço.

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