Do outro lado da serra!

Esta chuva que não descola de todos nós vai deixando os nossos dias assaz cinzentos. Plúmbeos de tristeza, de frio, de água a mais, de muita desgraça.

Perto da minha aldeia (tal como o fado do Cacilheiro onde todos têm uma rua eu também tenho uma aldeia) a água começa a fazer das suas. Estradas abatidas, terras alagadas e encostas a escorrer lama para a estrada.

Do outro da serra a encosta não está melhor. Há muitos pinheiros partidos, muitas outras árvores derrubadas, apenas a estrada surge mais firme.

Mas deste lado, na conhecida encosta de Minde que deparamos com uma imagem, por aqui comum, de um lago com mais de quatro quilómetros de extensão. Conhecida na região pela "Mata de Minde" este local tem características próprias que originam que o fundo seja quase impermeável.

Decorre daqui que em anos de muita chuva, como é este ano, a "mata" enche quase cortando estradas e invadindo os quintais das casas ribeirinhas.

Entretanto do cimo da serra pode-se ter uma ideia deste quase fenómeno.


 

Com a descida começamos a ter um outra noção do mar de água que por ali vai estando.

 

Para chegarmos ao nível e percebermos o real tamanho deste charco de água doce.





Dizem os especialistas que esta água irá sair quase toda pelo nascente do Alviela. E ainda mais curioso é que o nível freático passará por debaixo da minha aldeia, que estranhamente não tem nem nunca teve qualquer linha de água à superfície.

As fotos estão muito cinzentas pois estava a chover bem e o nevoeiro de água era demasiado denso.

Comentários

  1. Não há fome que não dê em fartura. Mas, estas calamidades trouxeram muitas mortes, sofrimentos e destruição.
    Um abraço.

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    1. Caríssimo,
      Por aqui tirando este lago e algumas aldeias sem luz, não houve problemas de maior.
      Porém tenho consciência que estás tempestades trouxeram muito sofrimento.
      Abraço.

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  2. Terra bonita ´,`)
    Estes ciclos de tempo, esquecemo-los José.
    Bom resto de Semana e que tudo vá bem.

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