Esta chuva que não descola de todos nós vai deixando os nossos dias assaz cinzentos. Plúmbeos de tristeza, de frio, de água a mais, de muita desgraça.
Perto da minha aldeia (tal como o fado do Cacilheiro onde todos têm uma rua eu também tenho uma aldeia) a água começa a fazer das suas. Estradas abatidas, terras alagadas e encostas a escorrer lama para a estrada.
Do outro da serra a encosta não está melhor. Há muitos pinheiros partidos, muitas outras árvores derrubadas, apenas a estrada surge mais firme.
Mas deste lado, na conhecida encosta de Minde que deparamos com uma imagem, por aqui comum, de um lago com mais de quatro quilómetros de extensão. Conhecida na região pela "Mata de Minde" este local tem características próprias que originam que o fundo seja quase impermeável.
Decorre daqui que em anos de muita chuva, como é este ano, a "mata" enche quase cortando estradas e invadindo os quintais das casas ribeirinhas.
Entretanto do cimo da serra pode-se ter uma ideia deste quase fenómeno.
Não há fome que não dê em fartura. Mas, estas calamidades trouxeram muitas mortes, sofrimentos e destruição.
ResponderEliminarUm abraço.
Caríssimo,
EliminarPor aqui tirando este lago e algumas aldeias sem luz, não houve problemas de maior.
Porém tenho consciência que estás tempestades trouxeram muito sofrimento.
Abraço.