Ponta Delgada: o aviãozinho aterra, enfim, e o relógio informa as dez da manhã. O cartão de embarque, sinistramente, indica as 17.45 (hora local) para o voo até Pedras Rubras. É certo, o aeroporto é calmíssimo, nada acontece, os passageiros somarão uma vintena e sobeja alimento; mas é o dia todo nisto!
Com as cadelas à espera, um livro editado que necessita ser apresentado, resmas de fotografias trazidas e ainda por tratar e arquivar...
Vai lá uma semana de barba hirsuta, e mar e mais mar, a omnipresença do basalto e de extravagâncias culinárias. Os vagares já deram o lugar à ansiedade.
Improviso. O assento tem o encosto forrado e na parede, em frente, um ecran enorme e todo dedicado ao futebol; porém, não canoro. Um casal dormita mais além, mas o funcionário avisa - Ó s'nor, nã pode tirar f'tografies!
Foi só uma... Há uma ficha mesmo a jeito para carregar o telemóvel. Escrevo e envio um mail, dou uma espreitadela nos blogs e tiro cá para fora um pedaço de leitura sobre a mitologia grega - Ulisses, o herói da perseverança e da temperança... Despendo mais uns telefonemas urgentes.
São 12.15 (hora local). Rabisquei estes desabafos, irei comer qualquer coisa. Mas antes necessito passar pela casa-de-banho. Quando tal, estarei a cinco horas do embarque para o cont'nente...
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