Olha o Robot

 

Corria o ano de 1981 quando os Salada de Frutas decidiram incluir na sua ementa musical, um robot. Nessa altura estávamos no domínio da ficção científica hoje, é uma evidência científica, adoro o termo evidência, coadjuvado pela palavra científica.

Lena D’Água, Luis Pedro Fonseca, Zé da Ponte, Guilherme Inês, Zé Carrapa, Rui Cardoso, Zé Nabo e Quico Serrano, lançaram um single marcante como o foi o Robot” e não acredito que algum deles pensasse que, quarente e cinco anos depois, pudéssemos olhar o robot, e batiza-lo de humanoide.

Não é novidade para ninguém que até as máquinas mais sofisticadas, com ou sem IA, sofrem avarias algumas das quais deixam evidências reais (O cancelamento de mais de dois mil voos no Reino Unido este mês, foi a mais recente) de que estamos perante um perigo que, para já, é visto com uma normalidade perfeitamente anormal.

Compararmos as capacidades dos robots, humanoides, com humanos é algo que no meu tempo de instrução primária valeria umas reguadas, quiçá nas nalgas, porque não se compara alhos com bugalhos.

Se um robot – humanoide tivesse apenas as capacidades físicas do ser humano normal, não valeria a pena perder tempo com isso, cria-los com capacidades superiores, mas desprovidos de consciência, poderá valer a pena, desde que consigamos garantir que não lhe perdemos o controlo e não os comparemos ou não os coloquemos em competição com humanos.

Ao fazermos comparações, como foi o caso de uma corrida de 100m em que um robot – humanoide bateu o record do super atleta humano Usain Bolt pode ser giro mas um robothumanoide que ganhou um combate de MMA contra um influencer, a coisa já aleija.

Daqui retira-se a grande evidência, quiçá científica; Meia dúzia de pessoas no mundo concebem, fabricam e comercializam robots – humanoides, muito poucas conseguem compra-los e ninguém sabe se a coisa descambar quem conseguirá assumir o controlo.

A grande questão é em que tarefas vão ser empregues e de que forma de redistribui a riqueza gerada por esta alegada maravilha, cuja efeitos eufóricos já se fazem sentir e o que fazer aos muitos indigentes que sobrarem do impacto brutal que esta tecnologia vai criar no mercado de trabalho.

Creio que já existem muitas evidências, mesmo que não sejam científicas de que estes gingarelhos se podem tornar efectivamente em extreminadores.

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