A um quilómetro da saída da autoestrada A1 ou entrada na A23 há uma povoação de nome Zibreira. Logo à chegada há diversas indicações de locais, porém o mais importante será o referente ao nascente do rio Almonda.
Entra-se numa estrada larga e com pouco movimento, para logo à frente, do lado direito, se espraiar uma enormíssima fábrica que é referência no mercado luso e não só! Um imenso parque de estacionamento com muitos transportes de grande dimensões parados, provavelmente a aguardar carga.
Sigo pela estrada, para de súbito esta se estreitar tendo que
negociar as curvas com cuidado. Eis que surge a povoação Almonda, aldeia
pequena e simpática. Continuo a descer para logo a seguir a uma ponte encontrar
a direcção de “Nascente do Almonda”.
A estrada sobe e desce e não parece ter saída. Ou melhor
tenho de parar o carro e tentar encontrar o caminho para o nascente a pé.
É aqui que percebo que a fábrica que dei conta no inicio desta breve viagem teve origem noutro lugar.
Diversos edifícios altos, mal estimados com demasiados vidros partidos e a vetustez obvia do betão. Todavia aquilo tem, não diria charme, mas uma história associada. Percebe-se que nem sempre foram (ou são?) rosas, basta reparar nas diversas inscrições pintadas nas paredes à moda do tempo do PREC.
Encontro um velho lagar abandonado e em ruínas,
para mais à frente a fábrica velha deixar um rasgo na natureza onde calmamente entro e dou conta finalmente da velha nascente.
Ao invés do Alviela onde a água nos seus tempos vibrantes jorra das paredes calcárias, ali a água não se percebe onde verdadeiramente vê pela primeira vez a luz do Sol. O silêncio não existe tal a pujança da água que corre por entre pedras que o homem ali colocou.
Uma mistura bizarra entre uma obra da Natureza e o que o
homem fez em cima disso.
No entanto e ainda assim um local tranquilo. O velho edifício fabril envolve a nascente a jusante, mas parece também querer proteger aquele pedaço de outros desafios.










Se concordo, existem lugares que deixam uma marca em nós, aos quais gostamos de voltar!
ResponderEliminarImpressionante como a natureza acaba sempre por ter a última palavra, mesmo quando envelopada pela história e pelo betão humano.
ResponderEliminarEm Torres Novas, que conheço bem, é um rio lindíssimo que muito contribui para o interesse da terra.
ResponderEliminarUma maravilha que vale a pena guardar na alma!!!
ResponderEliminarBeijinhos!🌻