Carros Eléctricos em nome do ambiente

 

Declaração de interesse – Gosto de carros.

Quando era miúdo os carros eléctricos significavam pistas da Scalextric, caras para a época, muito caras mesmo mas um amigo mais abonado tinha uma e lá fazíamos umas corridas, cada um com o seu punho acelerador, que faziam avançar o carro na pista a uma velocidade estonteante.

O meu primeiro carro foi um Fiat Uno 60 SL a gasolina, com o qual fiz cerca de 100 mil km sem uma única avaria. Adorava aquele carro e os seus comandos (que davam pelo nome de satélites) ao lado do volante. Estes satélites permitiam ligar e desligar quase tudo sem tirar as mãos do volante. Ao contrário de hoje em que um ecrã central comanda tudo, desde que se encontre, no meio de tanta informação, o botão certo. Não se distraia a conduzir.

Mas ideia hoje é falar de carros eléctricos a sério por causa de uma questão séria, o ambiente, porque não poluem ou, vá lá poluem menos.

Quando a moda começou, julguei que se ia avançar com carros pequenos, económicos, feitos para a cidade onde o problema da poluição é maior.

Errado, continuaram a fazer carros, grandes e pesados, que consomem muito (neste caso electricidade) e para as cidades, pois criou-se a mobilidade suave (bicicletas e trotinetas) que rapidamente se tornaram em mobilidade selvagem.

Quando ao ambiente, pois quem pode pagar salva o planeta, sem abdicar do consumo “ambientalmente responsável”.

Este é apenas um exemplo.

Comentários

  1. Quando era miúdo delirava com as pistas Scarletrix, que só tinham então carros todos iguais F1 anos 60. Em casa dos primos, que na minha não havia electricidade.
    Quando os meus filhos eram pequenos fui juntando uma pista cada vez maior já com carros à escala e de marcas diversas.
    Eu ainda guardo o meu Peugeot 306, com as cores de um team qualquer.
    Eles nunca ligaram grande coisa à pista...

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