Isto posto - isto, são muito as televisões e os alarmes que fazem soar - a vida vai retomando a sua normalidade. É bem certo, a vida está cada vez mais velha e, como todos os velhos, cada vez mais excêntrica. Nunca sabemos o que, em noite ou manhã quaisquer, lhe pode passar pela cabeça, uma fatal praga de gafanhotos, quiçá.
Vamos é já aprendendo, convém deixar a vida em paz. Sossegadinha, nos seus entreténs, no seu quotidiano de quem não gosta que fumem nas suas proximidades; ou de manchas que lhe roubem a transparência dos seus dias.
É, a vida não se veste, sendo - já notaram? - a única despida que divaga por aí, ante os nossos olhos, sem atentar contra o pudor e sem mesmo espantar alguém. Mas deu-nos agora, queixa-se ela, de implicarmos com isso, com a sua pureza.
E, furibunda, a vida correu-nos a baldes de água e trouxe o frio a empedernir-nos transidos. Tudo leva a crer, porém, terá ultimamente acalmado e fechado as torneiras, reconduzindo os cursos fluviais aos seus leitos.
Respeitemo-la. Não lhe tolhamos o passo. Porque a vida é imaginativa, sabe até fazer-se dragão e vomitar chamas... Depois é um aqui d'El.Rei!, as florestas ardem.
Pois é amigo João-Afonso a vida é uma danada. Por isso digo que é melhor vivermos a vida tal como ela se apresenta a cada um de nós do que ela atentar-nos o juízo.
ResponderEliminarOs rios estão nos leitos por enquanto. Não tarda vem outra borrasca e lá vai tudo rio abaixo.
Quanto a arder... Já faltará pouco em tempo e em floresta. Infelizmente.
Pode ser que a partir de amanhã com novo inquilino Belenenses as coisas tendem a melhorar.
Bom Domingo!
Meu caro, há muito tempo que em Belém não há inquilinos, há okupas.
ResponderEliminarMas por ora, de inundações não creio haver mais. A vida prosseguirá com os incêndios.
Por aqui cozido à portuguesa.
Bom domingo
"não há inquilinos, há ocupas". Uma grande verdade.
EliminarBom domingo
É mesmo Maria.
ResponderEliminarUm bom domingo, também.
que deliciosa lucidez, caro Amigo João-Afonso. a Vida tem as suas birrinhas. beijo grande e feliz domingo 8 de março.
ResponderEliminarOlá Ana! Há quanto tempo! É, temos de lidar com as Birinhas da dona Vida. Um beijo grande também.
EliminarA vida tem os seus caminhos, por muito que nos queixemos, ela não muda.
ResponderEliminarBoa semana, caro Amigo.
Um abraço.
Há uma parte da vida que me parece depender de nós, caro Amigo.
EliminarUm abraço
Caro João-Afonso Machado.
ResponderEliminarNos dias de hoje as mudanças por vezes são estranhas e a vida ou o seu relato no audiovisual viu nascer uma nova linguagem, tanto por parte dos jornalistas como dos comentadores e certamente o público comum nem compreende o que eles dizem. Temos assim "a janela de oportunidade", um novo tipo de janela; a palavra "expectável" eliminou a palavra "esperado" do dicionário; já "impactar" serve para tudo, deve ser um novo género de embrulho :-) e assim vamos mudando os hábitos ditados por uma entidade que se não é artificial é pelo menos desconhecida, já para não falar nas expressões inglesas usadas quando se fala na televisão, que oferecem ao comentador, um desconhecido "status", que só a ele interessa, esquecendo-se da bela língua de Camões.
Gostei imenso da crónica.
Um abraço.
Obrigado caro Amigo.
EliminarTem toda a razão, é a nova linguagem, sempre igual. Os "conteúdos " e as "sinergias "...
Ebo inglês a tomar conta de nós.
Boa semana. Um abraço
A vida é a via da aceitação e também da resistência, algo assim entre um estado anfíbio e um estado de alerta. Gozemo-la com naturalidade. Abraço (folhas de luar)
ResponderEliminarSim, caro Amigo. Descontraidamente, e sem lhe provocar, à vida planetária, maleitas que depois revertam contra nós. Um abraço.
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