Vidas!

 

Vidas!

 

 

Translúcido pôr-do-sol no interior de um mar ofegante

Num rasgo, num sopro, num último esforço tudo toma forma espacial

Com flamínia a soprar o fogo verde da origem

De asas no centro do vento

A sina inscrita nas linhas da minha mão

Na curvatura fértil do colo materno da terra onde

No frenesim das horas que engolem os dias

Desvendamos e rasgamos salgadas estradas invisíveis

No vazio imperfeito das suas rotações

Sondamos os astros

Não ouvimos o rio na margem da corrente

Onde gizamos as linhas do destino do sono

Quando o luar trespassa a nudez dos ossos

Sem vermos de onde sopra o vento azul

 As palavras são as veias dos sentidos

Onde arderás na combustão dos tempos

Enquanto nós nos túneis sem saída nos atropelamos

Por todo o lado

Com os corpos sustemos os desmoronamentos das cidades

Nas palavras incendidas

No deserto mar

No fundo dos remorsos

Para afugentarem o travo do tráfico droga armas vidas

Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas

E bebem a aurora nos transportes suburbanos.

 

 

José Silva Costa

 

Comentários

  1. Mundo este José *;*)
    Bom fim de Semana em toda a harmonia pra vocês.

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  2. Um mundo bom para alguns, mau para muitos mais.
    Bom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.

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  3. 👏👏👏
    Tantas Vidas... tantos "mundos"...
    Boa noite e Bom fim de semana, José!✨

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    Respostas
    1. Sem dúvida! Cada pessoa é um mundo.
      Noite tranquila e bom fim-de-semana, Zé!

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