Os espessos passos alargam os caminhos
Tudo virá à superfície de um sonho
Um sono surgirá das águas
Um sono puro como um cristal a latejar
Os bichos serão humanos a agarrar o tempo
E as cidades não terão repouso para ninguém
Os dias serão espelhos maleáveis
Ondulantes secretos testemunhos
Alguém sairá dos retratos
Alguém se abrirá num grito horrível
As linhas das aves perderão o rumo
Cada um será um minério de fogo
Uma densa promessa a pairar sobre as cidades
Cada um será o rochedo de quartzo
A hora desprendida do frio
Onde a irremediável angústia
Terá a uniformidade de uma lupa
Que aumentará o cortejo dos aflitos
Daqueles que amanhã dormirão sobre as pedras
Ajoelhados perante um breve incêndio
Que não aquece.
Muito bonito caro Amigo. Mas há aí alguma tristeza e eu faço votos para que passe.
ResponderEliminarUm abraço
Por vezes o "clima" materializa-se. Os tempos tentam adivinhar a poesia. E tudo escorre como tinta que tende a desgastar o papel. Abraço
EliminarBelíssimo e expressivo, gostei muito de ler. Deixo aqui a minha estreia também em comentários neste canto desgovernado para dar os parabéns pela poesia... e que Viva!
ResponderEliminarAgradeço a honra do primeiro comentário, e claro....que viva em nós a poesia....sempre
EliminarMuito bonito, como sempre.
ResponderEliminarUm abraço.
Obrigado caro José...abraço
Eliminar👏👏👏
ResponderEliminarExcelente!!! (como sempre!)😊
Boa noite!✨
Obrigado MJ...:)))) bom fim de semana - não sei porquê mas estou a aparecer como anónimo
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