Folhas caídas
O vento a uivar pelas esquinas
As árvores a tiritarem de frio
Despidas, com o céu vazio
À espera do último arrepio
Sem folhas, mas aprumadas de brio
O vento com o seu assobio
A avisar, que o tempo é esguio
Que a água procura o rio
Com pressa de, ao mar, chegar
É aí que quer ficar
Até as nuvens a voltarem
A derramar, novamente, sobre a terra
Assim se completa mais um ciclo da água
Folhas caídas, árvores despidas
Alamedas atapetadas de folhas molhadas
Que perderam o brilho,
estão amarguradas
Destroçadas por serem espezinhadas
De um dia para o outro perderam a sua função
Tiram-lhes o coração
Agora, são lixo no chão
Choram, perderam a ilusão
De que eram úteis e eternas
Perderam as pernas, perderam tudo
Não voltam a vestir as árvores
Não voltam a ter a admiração do Mundo.
José Silva Costa
Um abraço meu caro Amigo.
ResponderEliminarTalvez o alegre saber que hoje vi já, no meio deste temporal, os primeiros rebentos numa árvore. Se ela não rachar entretanto...
Tudo de bom.
Boa notícia, caro Amigo, é uma esperança de que estas calamidades passarão. Mas , as mortes e a destruição, essas nunca se esquecerão.
EliminarUm abraço.
Grande verdade nestas bonitas palavras. Mas é o normal ciclo da vida! Poarabésn e forte abraço.
ResponderEliminarO que não é normal são calamidades a que estamos a assistir. Muito obrigado e um abraço.
EliminarMelhores dias virão, num respiro de coração José.
ResponderEliminarBela quinta pra vocês ´,`)
Peço desculpa, por só agora responder. Bom resto de semana, para vocês, com saúde e alegria, João.
EliminarOlá Cheia! Que boa surpresa ler a sua poesia neste canto de Desgovernados. Andamos todos em escritas similares, é a vida a lutar contra as calamidades e nós precisamos de manter a esperança de que em breve a tempestade passe e venham dias mais tranquilos.
ResponderEliminarOlá, Mafalda!. Também foi uma boa surpresa, voltar a encontrá-la, neste espaço dos Desgovernados. Tem sido um inverno de mortes e destruição.
EliminarUm abraço.