A tangerineira

 



Era uma vez uma tangerineira,

Num chão chamado Pardieira,

Muitos frutos doces à maneira

Comidos sem eira nem beira.

 

Um dia de Sol veio de Lisboa

Alguém com vida livre e boa.

Quis o chão sem cantar loa.

Come o fruto, na mão escoa.


 

São tantas, tantas as cores

Que pintam a arvore sem flores

Alegra-se a terra destes amores

Ao sentir no frio ar os odores.

 

Caem as tangerinas ao chão

Tantas, que dói o coração

De ver tal fruto de rebolão

E nem todas caberem na mão.


 

Há muito ano que é assim

Mas agora há quem, enfim.

As colha qual valioso cotrim,

Para encher o saco de brim.

Comentários

  1. E há coisas mais belas? Bom domingo, amigo, o melhor possível, com poesia, sol, amizade, tangerinas e paz meio caminho está feito!

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  2. Bonito poema, à tangerineira, que de frutos, o campo, enxameia.
    Um abraço.

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    Respostas
    1. A árvore merece. Todos os anos enche-se de frutos suculentos. O meu neto Eduardo que o diga.😆😆😆😆😆😆
      Forte abraço.

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