Era uma vez uma tangerineira,
Num chão chamado Pardieira,
Muitos frutos doces à maneira
Comidos sem eira nem beira.
Um dia de Sol veio de Lisboa
Alguém com vida livre e boa.
Quis o chão sem cantar loa.
Come o fruto, na mão escoa.
São tantas, tantas as cores
Que pintam a arvore sem flores
Alegra-se a terra destes amores
Ao sentir no frio ar os odores.
Caem as tangerinas ao chão
Tantas, que dói o coração
De ver tal fruto de rebolão
E nem todas caberem na mão.
Há muito ano que é assim
Mas agora há quem, enfim.
As colha qual valioso cotrim,
Para encher o saco de brim.



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