Durante os próximos dias e até semanas muito se falará do mau campeonato do Mundo que a selecção, dita portuguesa, fez em terras do continente americano.
As críticas choverão em cima do ex-seleccionador porque
alguém tem de pagar este desaire. Como tal, nada melhor alguém que nunca foi consensual
pela maioria dos portugueses.
Ora bem… desde Fernando Santos que os jogadores lusos são
escolhidos, não em função da qualidade do seu trabalho no relvado, mas
essencialmente por estarem associados a determinados empresários. Estranhamente
ligados também aos treinadores… (apenas uma singela coincidência!)
Como será óbvio não tenho provas concretas do que escrevi,
até porque há nestas opções houve demasiadas nuances que o vulgar adepto
desconhece. Todavia basta perceber algumas das escolhas para que se descubra de
algo não parecer límpido.
Muitos contra argumentarão que Fernando Santos ganhou um
Europeu e uma Liga das Nações assim como ganhou Martinez o ano passado contra a
Espanha. É verdade, mas os jogos que Portugal fez foram tão sofríveis que quase
devíamos ser multados por jogarmos tão pouco.
E o pior nisto tudo é que antes e agora ficaram em casa
alguns jogadores que certamente dariam melhor conta do recado de outros
convocados e titulares.
O futebol de Portugal desde 2014 tem-se mostrado tão pobre,
tão insonso que tenho alguma dificuldade em apoiar uma equipa tão… triste, para
não usar uma expressão mais forte!
A seguir temos o nosso dirigismo associativo que culmina na
Federação Portuguesa de Futebol. Uma entidade que deveria ter em conta os
clubes e as Associações regionais que representam, pois foram estas entidades
que deram o poder a Pedro Proença e demais dirigentes.
A FPF necessitava de uma valentíssima vassourada.
Entretanto já li que Jorge Jesus pode vir a encabeçar esta
responsabilidade da selecção. O jota-jota não me parece ser a pessoa ideal para
enfrentar o polvo tentacular que se alastra da FPF. Mas pode ser que um dia dê
um murro na mesa e saia pelo seu próprio pé. Nessa altura, quiçá, o povo
acredite que na Federação more uma gentinha fraca e com demasiados rabos de
palha.
Remato com esta ideia retirada de uma entrevista que li há
uns tempos: “o Manuel José é que os topou bem!
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