Há tempos escrevi duas estórias envolvendo um caracol, a quem baptizei de Tomé e que podem ler aqui e aqui.
Na minha recente visita à bela ilha da Madeira e numa
paragem para a Encumeada encontrei um enorme caracol no meio do passeio. Receoso
que os miúdos por perto não o vissem peguei nele e coloquei-o no topo de uma
vedação de madeira. Por ali fiquei a ver as belas, verdejantes e presépias paisagens, para
minutos depois procurar o gastrópode e o encontrar naquele seu poderoso vagar já
longe do local onde o deixara.
Gosto destes animais. Frágeis na sua casa deslocam-se numa
lentidão própria e simpática. Adoram dias e locais húmidos. Mas tirando os dias secos não param sempre em busca de algo para comerem.
Por isso e recordando uma lenga-lenga que escutava em
criança: caracol, caracol põe os pauzinhos ao Sol, não entendo esta! Coisas
antigas, quiçá, sem sentido!
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