Do chão para o Mundo!

Sei que a agricultura, em Portugal, é vista como o parente pobre da economia. Se até há umas décadas o nosso país no que à agricultura diz respeito era (quase) autossuficiente, hoje diria que por diversas razões estamos muito dependentes do que vem do estrangeiro.

Para o normal cidadão que entra em qualquer supermercado o que quer é… mantimentos! Donde vêem não interessa.

Já por diversas vezes fui escrevendo sobre a minha relação com a terra. Aquela fecunda, sã e amiga de quem a trata bem. Talvez por isso sempre que percorro os meus pobres e pedregosos nacos de chão onde hoje nada se semeia, mas que durante vidas tudo era revolvido à ponta de enxada, sinto que está ali a minha verdadeira essência como ser deste Mundo, sempre tão tumultuoso.

A semana passada fui à aldeia rever os meus idosos pais, mas antes de chegar a eles não pude deixar de visitar as minhas “amigas” oliveiras. Estas crescem e desenvolvem-se assentes num chão de pedra quase lunar usando uma expressão de um engenheiro do IFAP aquando de uma visita ao local.

É daqui que sai grande parte da azeitona que devidamente transformada resulta num azeite fino e quase sem acidez.

O Inverno foi chuvoso, mas parou a tempo. As oliveiras estão ora carregadinhas de chora ou candeia como se diz em diferentes lugares e se, repito se, o resto do ano correr de feição poderemos vir a ter mais um ano de muita e boa azeitona.

Para já mostram-se assim!





Comentários