Vésperas

Vai estando na hora de me alar. É o intervalo dos mares, ainda que seja voando o trajecto até à ilhota. Como a quase vejo daqui, tranquila, de casa arrumada, hospitaleira, esvaziada de multidões. 
E será que os barcos já vão a passeio? E os golfinhos e as baleias, também?
Neste mundo de sonhos que tomam conta da gente, António Maria Lisboa acomodei-o na mochila e segue comigo. É o mundo em que tudo é permitido, o reinado breve da vivência onírica, golfinhos e baleias de barbatanas fora da banheira, esguichando imagens únicas na alagada casa-de-banho.
E levo ainda um pé rangendo de tendinite. Um diabo de maleita que vai e vem, toda caprichosa, e se há de curar de vez à porrada, caminhas da ilha fora... no tempo que planeio desgovernado, fotografado, escriturado, e do qual apresentarei depois as devidas contas.


 

Comentários

  1. Boa viagem, caro Amigo. Que o pé deixe de ranger, depois de oleado com suaves movimentos.
    Um abraço.

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    1. Espero que ele me dê algum sossego, senão sou eu a tratá-lo mal, caro Amigo.
      Um abraço

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