Aqui há de tudo como na farmácia

 

A idade de um humano, comparada com a idade da evolução da sua espécie, atesta bem a nossa pequenez no universo. Pese embora esta pequenez achamo-nos, por vezes demasiadamente grandes perante todos os outros.

Vem isto a propósito de uma foto que trago hoje aqui, em homenagem a um desafio que acompanhei nos blogs Sapo até há bem pouco tempo, lançado por IMSilva e que dava pelo nome de “Uma foto um texto”.



A foto retrata um anúncio no Jornal, local de Sintra, O Despertar, anúncio esse, publicado há cento e dois anos. E trago-o aqui porque achei interessante do ponto de vista actual, em que não é permitido que uma Farmácia venda medicamentos e, simultaneamente, perfumaria, esponjas, drogas, tintas pincéis e ferragens e essencialmente; etc..

Percebo agora a frase que dá titulo a este post.

Não obstante o avanço civilizacional, de cada macaco no seu galho, ainda sou do tempo mais recente, em que Bancos começaram a vender faqueiros de prata aos seus balcões. Bem não era bem vender era financiar a compra em que ganhavam todos; o vendedor do faqueiro que o conseguia colocar no mercado mais facilmente, o banco com a cobrança de juros durante o tempo em que durava o empréstimo e o cliente (alegadamente) porque comprava um produto premium e exclusivo.

Actualmente, embora as coisas estejam mais disciplinadas, nomeadamente nas farmácias que hoje nos oferecem muita segurança nas coisas que lá compramos, não deixa de ser irónico encontramos nas escrituras de constituição de empresas, uma panóplia enorme de actividades económicas que a mesma pode levar a cabo, mais se parecendo o objecto social da mesma com um cozinhado enorme de CAE’s – Códigos de Actividade Económica, que fariam da antiga Farmácia Brazão corar de vergonha por, por exemplo, não ser ou não poder ser também, um Estanqueiro de Pólvora do Estado.

Comentários

  1. Deve ser dessa época que vem o ditado " aqui há de tudo, como na farmácia".

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  2. Mais remotamente (mas não muito) eram os barbeiros os "acode a tudo". Até na doença: com as sus navalhas faziam as sangrias que era o remédio recomendado para tudo, quando se acreditava que expulso o sangue maligno o doente melhorava.

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