A Internet
Confraternizamos com a sedução
Dos variegados nomes na imaginação
Unidos por um amor comum: a poesia.
E, na falta de uma fotografia
Os rostos revelam-se no brilho da simpatia
Nestes tempos de correria.
Ansiosos, debruçamo-nos à janela
A contemplar a lua e o sol
A iluminarem a noite e o dia
Embalados pela cor da magia.
Lemos as missivas que o mundo envia
Cheias de segredos, mistérios e alegria
Que nos incendeiam a fantasia
Dos corações presos à tecnologia.
Um rato faz o computador andar
Põe-nos, no Mundo, a navegar
Navegamos num oceano a rodar
Em volta de um mundo medonho
Com os sonhos nos dedos
E os pés acomodados.
Por um fio, vemos oceanos e continentes
Percorremos o globo em poucos instantes.
Abraçamos o Mundo inteiro
Na louca sede de tudo calcorrear
De todos os frutos saborear
Tudo ao alcance de um luminoso olhar
Como se tivéssemos na palma da mão
A terra o mar o sol a lua a ilusão
O poder a escoar-se por entre a multidão.
Neste universal palco virtual
Todas as comédias podemos representar
Sem que os espectadores
As consigam descodificar.
Tantas e rápidas estradas
Para o amor espalhar.
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