Quero o pouco que me resta
Quero aquele tempo esquecido
Aquele onde te vestias de negro
Quero o fruto que amadurece
nas minhas mãos
E a ternura dos teus olhos claros
Perdidos em horizontes inventados
Quero os dedos que avançam por
dentro do luar
Um destino que se faz fora dos
espelhos escuros
Quero uma gaivota… um caos...
Um lugar onde se esconde a máscara
Há uma vida no esquecimento
metafórico
das lantejoulas
Um brilho novo a escorrer por
dentro de nós
Como uma leveza que cintila na
ternura
escondida por debaixo da pele.
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