Há uma fascinação impiedosa a zunir
nos recantos
obscuros da luz
Uma aflição que quebra o espaço
um grito...um
pressentimento
Um gemido que quebra a distância
Pássaro quebradiço que voa em redor
de uma ferida
Pequeno coração apertado numa penugem
de claridade
Novelo dobado por aves exóticas
Fim do tempo que o medo sussurra
Perplexidade de sons maiores que aqueles
que sentes
Mas há mais clamores que captam o fascínio
das praias distantes
E todas a noites sentes fugir de ti
as palavras
Enigma ardiloso da quietude
Voz das constelações que rompem
caminho até ti
Talvez as Parcas dobem a mordaça
que te envolve
E tu te inclines para dentro de uma
vontade de fugir
E os teus dedos toquem as rugosidades
dos suspiros
Sem saberes que na tua pele delicada
vive o corpo da
esperança
E que tudo é uma aflição que caminha
por temíveis
precipícios
Até alcançar a harmonia que vive no
tempo dos desertos
Onde remendas a vida...
Com o delicado canto do vento.
A terra e a pessoa, como quer que as contemplemos sempre.
ResponderEliminarBom domingo caro Amigo. Um abraço
A matéria de onde extraímos a vida. Obrigado e bom domingo também. Abraço.
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