Pais (5)
O amor vence tudo!
O Francisco conseguiu, nos dias em que ela não podia, tomar
conta dos filhos, para que ela descansasse
Foram dias de menos encantamento e de muito trabalho, até
porque os miúdos começaram com birras, que são naturais, mas que os pais não
desejam
As férias escolares traziam-lhes, sempre, muitos problemas,
como acontece a todas as famílias que não têm apoios familiares
Não tinham nenhuns familiares em Lisboa, tinham vindo da
província, para estudarem
Bem gostavam que os pais estivessem mais perto, para que se
familiarizassem com os netos, e os ajudassem a criá-los
Assim que adotaram os filhos, foram visitar os pais, para
que a Inês e o Pedro conhecessem os avós, tanto do lado da mãe como do pai
Foi um fim-de-semana em casa dos avós maternos e outro em
casa dos avós paternos, não foi o suficiente para criar a intimidade, que os
pais desejavam que houvesse entre avós e netos
Queriam evitar o que, infelizmente, acontece com tantos avós
e netos, que mal se conhecem, ou nem se conhecem!
Sabiam que não era fácil, porque não era com três ou quatro
visitas por ano, que iriam ter a intimidade, como se lhe tivessem mudado a
fralda ou dado o biberão
Estes netos, ainda-por-cima, tinham aparecido já
crescidinhos, com três anos, e não eram filhos dos filhos
Para que os filhos passassem mais tempo com os avós, a Ana e
o Francisco queriam aproveitar as férias de verão, para passarem mais tem com
os seus pais
Tanto os pais da Ana como os do Francisco viviam no campo,
tinham as terras para amanhar e os animais para tratar, mesmo assim tentavam
receber o melhor possível os filhos e os netos
Não tinham muito tempo para lhes dar atenção, tentavam ser
simpáticos, mas não era o que os netos esperavam
Com o passar dos anos, foram afeiçoando-se aos miúdos, que
gostavam muito de ir passar as férias grandes com os avós, correr por os
campos, em liberdade, e dizerem que queriam ajudar os avós
A Ana e o Francisco não podiam estar mais contentes, por os
filhos e os avós se entenderem tão bem, passavam um mês em casa dos avós
maternos e outro na dos avós paternos
Para os pais era muito importante que convivessem com os
avós, que se apercebessem das diferenças entre a vida no campo e na cidade, que
tivessem atividades extra curriculares
Mas não são daqueles pais, que acham que os filhos devem passar os tempos livres a correrem, de um lado para o outro: do balé, para esgrima, para a natação, para o judo, para o futebol……sem tempo para brincarem e fazerem o que realmente gostam.
Continua
Bela terça José e que o sorriso perdure nestes relatos ´, `)
ResponderEliminarBom dia pra vocês.
Muito obrigado, João.
EliminarBoa noite e bom março, para vocês , com saúde e alegria.
Capítulo de homenagem aos pais que muito gostei de ler.
ResponderEliminar.
Saudações cordiais e poéticas
.
“” Coração Iluminado
““
.
Muito obrigado, pelas amáveis palavras.
EliminarUm abraço.
Lembra-me a infância dos meus filhos: os meus colegas sempre admirados por sair a buscá-los, enquanto eles punham a profissão diane tudo. Para quê...
ResponderEliminarUm abraço, caro Amigo.
Muitas pessoas acham mais importante a carreira do que os filhos, mas não é, o mais importante são os nossos familiares, que se correr tudo bem, nos ajudam na velhice, retribuindo o que fizemos por eles.
EliminarBoa noite, caro Amigo´
Um abraço.