Os anos

 

Os anos

 

Por cada um  que passa

Na subida, têm graça

Na descida embaça

Cada um com a sua raça

Festejado com euforia

Por quê tanta alegria?

Se a quantidade mata

E ninguém escapa

Porque a tirania dos dias

Enruga os ossos

Pinta os cabelos

Fecha os olhos

O que eles nos fazem!

E, o que nós fazemos com eles?

Tantas asneiras

Nas ladeiras

Nas eiras

Nas maneiras

Nas feiras

Em todo o lado

Até no sobrado

Esse local

De onde olhamos para trás

Num balanço final

E já não os sabemos contar.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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