Menina
Menina de olhos de amêndoa
Blusa de punhos de renda
Cabelos pretos ao vento
Os teus olhos são o meu sustento
Quando nos cruzamos na esquina do tempo
Eu bem tento dizer-te que os teus olhos são o meu alimento
Mas não consigo nenhuma palavra articular
Segues perfumada e airosa a encantar quem passa
Caio, novamente, na desgraça de não te conseguir dizer nada
Enquanto continuas a espalhar a tua graça
Fico a comtemplar-te à distância
O vento acompanha-te na tua dança
Tenho de me agarrar à esperança de um dia te dizer
Que, sem ti não consigo viver.
José Silva Costa
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