Hoje celebra-se o dia do pai. Uma celebração ora sem conotação religiosa se bem que ela esteja intimamente ligada ao Dia de S. José, o pai de Cristo.
Perguntar-me-ão alguns: então não será Deus o verdadeiro pai
de Jesus ou no mínimo, como diria um amigo meu assumidamente ateu: até nisto o
“Espírito Santo” andou metido?
Não sou teólogo para responder a isso.
Todavia pegando eu no exemplo de S. José diria que ser pai é
muuuuuito mais que ser progenitor. Porque o amor de educar alguém ultrapassa
substancialmente a simples função da natureza de… procriar.
Quase todos nós sabemos e conhecemos casos em que um pai
pura e simplesmente abandona os filhos… só porque sim! Enquanto há outros que
assumem esse fantástico papel de educador recheados de exemplos de amor,
ternura, carinho e demais sentimentos, sem serem biologicamente pais das
crianças a seu cargo.
Ainda tenho pai, sou pai e os meus filhos pais também.
Portanto na minha família directa há vivos, quatro pais e sete filhos.
O meu pai sempre foi um grande exemplo. De sacrifício, tenacidade e coragem. Eu jamais chegarei aos seus calcanhares. Conheci sempre as espectativas que o meu pai teve para o meu futuro, todavia joguei sempre na equipa contrária já que nunca investi em mim, isto é, nunca percebi porque necessitava de estudar. Uma mágoa que ele, coitadinho, deve ter sentido.
Como pai fiz o que pude e sabia para entregar aos meus
filhos as ferramentas para vencerem os desafios que lhe irão surgindo no
caminho futuro. Para além de os educar de forma a respeitarem sempre os outros
e usarem sempre da educação como forma de serem cidadãos exemplares.
Só que eu não tive apenas dois filhos. Coube-me também
educar dois sobrinhos. E lidei com eles ainda antes de nascerem os meus
rapazes. De uma forma simplista diria que o que de bom ou menos bom possam ter
feito na vida podem agradecer ou não a este pobre.
Dito de outra forma fui pai de quatro (havia por aí um
blogue com este nome, não havia?) e tentei com todos usar da mesma filosofia.
Termino com uma preocupação: saber se fui um bom pai! Ou se
ainda sou ou poderei ser. Diria que para se ser um verdadeiro pai não é necessário
apenas a palavra, mas acima de tudo o exemplo.
Algo que espero ter sempre oferecido. Aos quatro!
Nota:
a foto é o meu pai tirada em Fevereiro com 93 anos aquando de um exame chato e que resultou em "Tudo òptimo"!

É a Fé que nos leva meu caro. Há um ponto qualquer em nós onde a razão pura e dura só nos abala.
ResponderEliminarPara ti, um bom dia do Pai, a montante e a jusante.
Sabes Joãoi-Afonso... não imagino o que seria sem a minha Fé! Deus está para mim como SImão de Cirene esteve par Cristo naquela caminhada até ao Calvário. Mas sinceramente ainda busca uma resposta para a minha vida como filho, pai e avô. Abraço e espero que os teus filhos nunca se esqueçam do pai! 😉😉😉😉😉😉
EliminarBoa noite José!
ResponderEliminarUm texto muito emotivo e bonito.
💚🥰
Olá Luísa,
Eliminarcreio ter dito tudo, mas fica sempre aquela dúvida: e se eu não fui um bom filhou ou um bom pai?
Quando partir deste mundo saberei certamente!
Obrigado!😘