Dia da Mulher!

Provavelmente muitos não irão gostar do que virá a seguir. Mas também caramba… não podemos pensar todos da mesma maneira!

Nunca gostei dos dias dedicados a qualquer coisa, sejam estes Nacionais, Mundiais, Internacionais ou Universais. Os alvos destes dias serão sempre usados para algu´~em ganhar qualquer coisa menos os próprios.

Talvez por isso nunca apreciei o Dia Da Mulher. Não por a mulher não merecer ser homenageada, mas por este dia ser simplesmente… redutor.

A mulher é um ser humano como é o homem só que geneticamente diferente. Note-se eu escrevi diferente e não referi a grandeza. Porque não há…

Como seres humanos o homem e a mulher completam-se. Totalmente! Se o homem poderá ter mais pujança física a mulher terá mais pujança mental. Se um é mais piegas com a dor – o homem, a mulher é muito mais resiliente e corajosa.

Por exemplo na empresa onde trabalhei, as mulheres tinham as mesmas possibilidades de chegar ao topo que os homens. E se algumas não o assumiam era somente por opção pessoal.

A chefia feminina com quem trabalhei era geralmente mais assertiva e mais descomplicada que alguns homens. E dei-me sempre bem com as minhas chefes. Já não posso dizer o mesmo dos homens (provavelmente o problema era meu).

Tudo isto para dizer que se fosse mulher detestaria um dia como o de hoje, tal como abominaria aquela coisa das quotas em determinadas locais de trabalho.

Quer dizer que uma mulher só ocupará um lugar porque há um decreto que a isso obriga e não porque aquela senhora é técnica e humanamente superior a um qualquer homem.

Esta postura quase “wookista” faz-me sentir mais mal que bem!

Sempre respeitei as mulheres, sempre olhei para o eterno feminino como uma classe de enormíssimo valor e capacidade. E não porque há um dia específico para “elas”.

Resta uma pergunta: e o resto dos outros dias do ano não são também da mulher?

Comentários

  1. Tendo em conta os tempos atuais com discursos misóginos e pensamento retrógrados sobretudo nos mais jovens, acho que estes dias fazem sentido ser lembrados. É nestes dias que aparecem os estudos e mostram realidades cada vez mais preocupantes, embora empiricamente não sejam novidades do que vamos vendo nas redes sociais.

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    1. Tens razão. Mas a misoginia que falas advém de casa onde não há formação cívica. A igualdade principia nos lares.
      E bb é aí que e está muitas vezes o foco do problema.
      Abraço.

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