Cheias
No primeiro dia não podiam chegar atrasadas
Pagaram com as suas vidas
A ganância, a corrupção
Na triste madrugada
Zibia e Sara levadas pela enxurrada
Na estrada inundada
Corria uma ribeira murada
Sem leito, nem margens
Só lhe restava a estrada
A ribeira corria magoada
No aperto, apertada, galgou a estrada
As irmãs estavam excitadas com a desenfreada construção
Autorizada nos leitos dos rios
Quem responde por sucessivas calamidades?
Deixaram cinco órfãos
Que triste sorte
A chuva trouxe a morte
Mais uma vez, outra,
e outra
Não temos emenda
Continuamos a votar em corruptos
Para presidentes de Câmara, e não só.
José Silva Costa
Bom fim de Semana pra vocês José
ResponderEliminare que as feridas sejam pelo menos saradas.
Muito obrigado, João.
EliminarTambém vos desejo um bom fim-de-semana, com saúde e alegria.
E também se constrói sem licença, depois vem a desgraça. abraço
ResponderEliminarConstrói-se , com ou sem licença, onde, terreno, temos, não nos podemos dar ao luxo de escolher, já nos bastam os sacrifícios, para um teto ter.
EliminarUm abraço