As noites de amor

 

No teu sussurro dormem os

   dias extraviados

Sentimentos...carícias...

Nos espelhos de cristal vês os

   desejos florirem

Na revoada mansa das aves primaveris

Vês a verdura das colinas

Estás nua perante as luzes que descem

   das estrelas

As palavras são agora os teus olhos

Banhados pelo aroma da extremosa

   flor que nasce em ti

Como uma dúvida...

Ou como se não houvesse dúvidas

Porque dentro dos teus dias desanuviados

Há um desejo de união

Uma planta que cresce num

  despertar

E há também um fio de voz

Falando-te da extrema doçura da

   espuma que paira na praia

E sabes que há o ar puro

O banho da nudez...a safira

É agora o tempo de resplandeceres

E de respirares as noites de amor.

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