Nunca fui muito de idolatrias. Nem quando miúdo, época mais dada a estas coisas dos ídolos ou de heróis.
Na minha vida conheci muita gente ligada à política, à governação, ao jornalismo, à pintura, à escultura e naturalmente à escrita.
Os que mais me marcaram foram todos aqueles ligados às artes. E daqui destaco os escritores e autores que sempre se mostraram bem mais afáveis e terrenos que alguns outros.
O curioso é que nunca tive o prazer de conhecer o escritor António Lobo Antunes, se bem que tenha conhecido um dos irmãos, também já falecido, João Lobo Antunes.
Tudo isto para dizer que gostaria de ter dado dois ou mais dedos de conversa com o escritor António. Li alguns (poucos) livros dele porque a arte de o saber ler foi-me explicada há uns anos por outro grande escritor e poeta. Porém as suas crónicas sempre me entusiasmaram, se bem que para o autor aquelas fossem o parente pobre da sua escrita.
Partiu um dos grandes escritores portugueses nascidos no século passado. António Lobo Antunes foi, a par do escritor brasileiro Jorge Amado, o eterno candidato a um Nobel da literatura.
Só que o escritor sempre assumiu que forma pública e desempoeirada que sempre o caracterizou, que ser galardoado com um Nobel jamais mudaria a sua escrita.
Remato com esta ideia: Lobo Antunes foi o autor dos melhores títulos de livros. Alguns deles simplesmente geniais.
Agora que descanse em paz. Bem precisa!
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