Quando comecei a alinhavar os meus primeiros textos não tinha real consciência da arte. Se sentia alguma coisa pespegava tudo em papéis e guardava.
Com o tempo e a idade tudo mudou. Principiei a colaborar num jornal para mais tarde eu e uns amigos assumirmos umas páginas desse jornal para lá publicarmos o que queríamos. E assim foi durante 8 anos.
Bom... o problema é que a vida atravessa-se na frente e de um momento para o outro quase sem dar por isso vejo-me casado e com filhos.
Foi nessa altura que parei, para regressar já neste século.
Muita coisa havia acontecido na minha vida e numa certa tarde em pleno Trás os Montes alguém me contou uma pequeníssima laracha por cause de uma pedra. Foi o interruptor que necessitava para me lançar mais uma vex na escrita.
A blogosfera surgiu naturalmente em 2008 e desde esse ano nunca mais parei de escrever. De tal forma que já compilei os meus escritos em três pobres e singelos livros, mais que não seja para ficar como património para os meus quatro netos.
A resolução de uma plataforma recheadinha de blogues, daqueles muuuuuuuito bons, onde obviamente não se incluía o meu, tresanda a questões de custos e da falta de publicidade em muitos deles. Compreendo que estas plataformas gratuitas não podem ser a Santa Casa. Porém se em vez de fecharem comunicassem a necessidade de um pagamento prévio, provavelmente muitos prefeririam isso a andar de malas às costas para outras plataformas.
Fui e continuo a ser critico quanto à forma como tudo se passou. E escrevi amiúde sobre isso.
Agora estarei aqui bem acompanhado por gente muita boa, escritores, poetas e autores. Provavelmente sem a mesma assiduidade que tinham noutro local.
Mas o empenhamento será o mesmo.
Quanto às qualidade sejam os leitores os verdadeiros avaliadores.
A gente lê-se por aí!
Olá, bom dia caro amigo desgovernado. Com a criação deste blogue dos Desgovernados surge um caminho muito interessante como projecto partilhado. É excelente surgirem coisas novas! Aqui estamos e que este blogue tenha longa vida e participação. Viva os Desgovernados!
ResponderEliminarVivam! E por muitos anos!😂😂😂😂😂😂😂😂
EliminarCaro José: estamos todos nisto. Pelo simples gosto de escrever, mais não seja, que isto é a nossa vida.
ResponderEliminarAbraço de um vizinho de Vila das Aves - que ontem te fez suar estopinhas...
Bom amigo... nem imaginas. Mas aquilo nem é um clube,. nem uma SAD, nem sequer um clube de malfeitores....🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
EliminarIrei escrevendo, mesmo que a mão me doa!
Escrever é um bom vício, dizem que faz bem à mente e pode fazer companhia a muita gente. Assim é continuar e ir em frente.
ResponderEliminarUm abraço.
Caríssimo José,
ResponderEliminarNão há mesmo outro caminho.👌👌👌👌👌👌👌
Caro José,
ResponderEliminarA escrita tem dessas coisas: é um interruptor que, uma vez ligado (seja por uma pedra em Trás-os-Montes ou pelo prazer de uma curva em duas rodas), nunca mais se apaga. É um gosto ler este seu percurso.
As "malas às costas" são um incómodo, é certo, mas há algo de romântico nessa transumância digital. O que importa não é a solidez das plataformas, mas a resistência das palavras. Este "novo bairro" ganha muito com a sua chegada e com essa sua vontade de deixar um património escrito — que de "pobre e singelo" nada tem, pois é feito de tempo e memória.
Seja muito bem-vindo a este lado da rua. Que o conforto destas novas páginas lhe dê tanto prazer a escrever como a nós nos dá a ler.
A gente lê-se por aí, com o vagar que a boa prosa exige.
Um abraço
Boa noite,
ResponderEliminarPensei ter respondido a este seu comentário mas deve-se ter perdido algures. Bom... Continuarei a escrever mesmo que a mão me doa. Aqui ou noutro lugar qualquer. Mas tenho pena do que irá acontecer noutro lugar. É uma espécie de censura justificada.
Escrever é o meu único vício.
O que me leva a escrever neste e noutros espaços são os leitores e os comentadores.
Serei sempre um homem humilde e ciente do meu lugar na vida e na sociedade e nunca tentarei ser o que não sou. Mais que enganar os leitores enganava-me a mim mesmo.
Forte abraço.