Crês que os pássaros se multiplicam
na noite
Que poisam na tua mão
Naquela hora em que a luz é um
breve riso
Chamas o crepúsculo do alto do teu alpendre
Aceitas as verdades e os erros
Buscas no teu breve bater de asas...
a
ravina...o jardim...
O trigo confundido com os teus cabelos
vulcânicos
Entornas-te numa breve mutação de luz.
Só te falta compreender a perfeição
das coisas
Só te falta a sede...a sombra...
O zimbro amaldiçoado do teu
peito ofegante.
Por onde anda o mundo que trazes
escondido na
almofada?
Quem cultivou o linho branco onde
assentas a cabeça?
Sei que ficaste nua perante o céu
azul-cobalto
Que as labaredas se ergueram das
profundezas
Onde a angústia está presa ao lodo
Como uma pedra que poisou
nos teus ombros
E onde um após outro
Todos os estilhaços das neblinas
ancoraram em ti
Aninharam-se nas tuas coxas
Onde se infiltram os ventos e as farpas
E a luz fendida por relâmpagos negros
Espalhou-se pela distância como um sinal
Ou como uma ausência
A desabar nos teus olhos profundos.
👏👏👏
ResponderEliminarMaravilhoso!!!🥰
(como sempre!😉)
Resto de dia Feliz!✨
Obrigado MJ...:)))boa semana
EliminarBelo poema.👌👌👌👌
ResponderEliminarOlá companheiro...obrigado...:)))boa semana
EliminarA almofada tudo esconde, não há melhor confessor.
ResponderEliminarOu a quase tudo responde...:)))abraço
EliminarMuito bonito caro Amigo.
ResponderEliminarUma boa noite e que o travesseiro o inspire.
Um abraço
É de lá que muita "coisa" vem...:)))obrigado, abraço e boa semana
EliminarEsplêndido poema. Parabéns! E, Viva a Poesia!
ResponderEliminarObrigado Mafalda...:)))) sim que viva e que haja quem leia...boa quarta feira
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