Embala-te a perfeita harmonia do
sussurro do vento
Enredas-te nesse mar onde os afectos
infectam a distância
Coração a engolir silêncios,
névoa e algema
És a metáfora enredada na palidez
dos pressentimentos
Um novelo de vida magra
Diante da tua perplexidade de criança
Há em ti um engolir de revolta
Um aturdimento perante a rejeição
dos dias
Quebras a mordaça e enches o coração
Com a luz quebradiça do crepúsculo
Engoles a ferida...ignoras o mar revolto
És apenas um peito a procurar outro peito
Ao final da tarde inclinas-te sobre tudo o
que te pasma
É a palidez do pressentimento
A meada que desenrolas...meticulosamente
E todos os teus recantos se iluminam…voas
Passas as mãos pelo rosto exangue
Quebras todas as esquinas
E não encontras densidade na cintilação
dos sentimentos
Mas regressas por vezes à caverna
das feridas
Aquelas que tu abriste...rasgaste
Com um estilete que te queima a palidez
Depois... sabes que o chão não existe
Agora a tua alma voa.
Meu caro Amigo, que o seu coração nunca «engula silêncios» é o que mais lhe desejo. Que os ponha cá fora em homenagem à sua liberdade.
ResponderEliminarUm abraço e um bom fim de semana que está à porta.