Sul!

Sul Meu sul azul, dourado, maduro Agora, por todos, tão procurado Mas, em tempos, muito abandonado A um mar, de loiras espigas, atado Um chão regado de suor salgado No pó da planície embrenhado Celeiro de Portugal, forçado Graças à força dum povo indomado Tantas vezes ameaçado Mas, nunca vergado Por mais que estivesse esfomeado Não batia palmas a um Estado detestado Por mais que fosse castigado Ninguém lhe tirava o cajado Com que guardava o gado Na planície ou no montado Agarrado à rabiça do arado Na ceifa era empolgado A adiafa era o momento mais desejado. José Silva Costa

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