Sul
Meu sul azul, dourado, maduro
Agora, por todos, tão procurado
Mas, em tempos, muito abandonado
A um mar, de loiras espigas, atado
Um chão regado de suor salgado
No pó da planície embrenhado
Celeiro de Portugal, forçado
Graças à força dum povo indomado
Tantas vezes ameaçado
Mas, nunca vergado
Por mais que estivesse esfomeado
Não batia palmas a um Estado detestado
Por mais que fosse castigado
Ninguém lhe tirava o cajado
Com que guardava o gado
Na planície ou no montado
Agarrado à rabiça do arado
Na ceifa era empolgado
A adiafa era o momento mais desejado.
José Silva Costa
A saga da gente alentejana em tempos idos.
ResponderEliminarBom fim de semana, caro Amigo
Um abraço
Em tempos idos e no presente.
EliminarBom domingo, caro Amigo
Um abraço
O Alentejo está a tornar-se cada vez menos autentico. Dominado pela agricultura intensiva e mão de obra escrava, imigrante, mal remunerada e com muitas denúncias de crimes. O Alentejo está a perder autenticidade coma população envelhecida e esquecida pelo poder político.
ResponderEliminarO pior de tudo é o abandono pelo poder político.
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