A vila de Ançã, que me foi tão distante no coração e, afinal, é tão próxima do meu sangue e me leva a si, tantas vezes! Ainda agora, sob todos os rigores da invernia.
Almoçámos, eu e um casal primo, o incontornável leitão bairradino. Abundantemente, acrescente-se. E, para esmoer e favorecer a digestão, demos seguimento a uma voltinha na urbe, de faro atento às suas águas. À farta nascente no fundo, prolífera de vinte mil litros ao minuto, tentando vislumbrar a realidade no seu próprio interior.
Porque o meio aquático também tem os seus dias, sejam eles de bravura, sejam mais de lazer. Tão depressa corre a água em sonoro tropel, como gosta de se aquietar e estender ao sol, a confraternizar connosco, gente em repouso e férias.
Não agora em que parar é enregelar. E a fluência da fonte e da ribeira de Ançã sabem-no bem. E brotam em força hídrica e em ruído, da nascente às condutas, do topo do monte abaixo à linha imposta pelas leis da Física.
Como nós. Nós somos, por natureza, água. Desde a gestação, nela envoltos no ventre materno, até ao primeiro respiro em que mal vão as coisas se não bradamos com genica. Sequer nos faltam os esverdeados-amarelados desses primeiros minutos e horas de vida... A desidratação é a morte dos rios como também a dos nossos corpos. Se há diferenças entre as águas (ou a Natureza) e o ser humano? - Não sei responder, ao menos enquanto não souber decifrar o seu falar.
Mas, tenho por certo, os elementos falam e sentem. Nem que seja - presentemente - acerca dos padecimentos que lhes infligimos ou dos favores que lhes prestamos.
Bela imagem (e texto), João!😊
ResponderEliminarGrata pela partilha!🙏
Resto de dia Feliz!✨🍀
Obrigado MJ. Passeio de ontem.
EliminarParece que vai nevar até ao Algarve. Resguarde-se!
Excelente partilha, caro Amigo.
ResponderEliminarBoa noite e um abraço.
Muito obrigado, caro Amigo.
EliminarOs blogs passam a gente fica e reconstrói.
Uma boa noite e um abraço.
Caro João-Afonso Machado
ResponderEliminarA natureza não se compadece com os estragos do Homem e a informação tem abundante matéria para preencher os serviços noticiosos com a "Ingrid" e agora o "Joseph". Mas quando era criança já era assim o Inverno. a diferença é que só tínhamos um canal de televisão e o boletim meteorológico era sempre às 20h30.
Gostei de ler a crónica.
Um abraço
Muito obrigado. Espero e creio, Ançã sobreviverá.
EliminarAbraço
Sempre a passear. Ele há vidas boas. :)
ResponderEliminarUm dia bom, João Afonso.
Desculpe, esqueci-me de assinar.
EliminarIsabel (Paulos)