Colares!

Colares

Princesa da serra e do mar

Com os seus palácios e altares

No perfume dos pomares

É bela, é uma flor

 

É inebriante o seu néctar

Um vinho das profundezas da terra

Um vinho digno de um altar

O melhor que há, para celebrar

 

No verde da serra e no azul do mar

A noite, o sono e a lua vão-se deitar

Na esperança de que com o sol irão acordar

Para poderem apreciar o sabor a mar

 

Quando o sol começa a subir a encosta

A beijar a serra, Colares fica prisioneira

Uma bela saloia, muito namoradeira

Sonha com um príncipe, mas contínua solteira

 

Nos vapores do vinho ramisco

Viaja até à Praia das Maçãs

No agosto das multidões

Apanha o elétrico e volta para casa.

 

José Silva Costa

 

 

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