De novo, uma publicação no meu tom mais jocoso, em métrica mais ou menos livre. Leiam-na como um poema declamado - um brinde à vida, às suas curvas e caprichosos destinos - numa refeição entre amigos (que o somos), entre gargalhadas, trocadilhos e verdades individuais: as únicas que, embora subjectivas, sobrevivem em nós.
Aqui, a poeta em mim ri de si e da vida, e convida-vos a fazer o mesmo - com leveza, ironia e um piscar de olho cúmplice ao verso e ao quotidiano.
E viva a Poesia!
De tanto querer andar a poetar
Acabei por ficar meia visgolha
Tal comó nosso belo Camões.
Ou então foi uma praga, karma,
castigo, pelos meus pecadilhos.
Mas isso serão outros tostões.
Acontece qu'á minha desgraça
tenho o benefício de lh'achar graça
p'ra desatar a rimar qual Bocage
que reinava com qualquer um;
Estranho como o verbo se solta
mesmo como se fosse um pum,
quando a risota faz frente ao triste
e a tanto do que é mais comum.
Pois que m'acompanha a sina
d'apesar de conviver c'o bonito
o feio estar, sempre, tão alerta.
Não sei se assim vou ficar quieta
mas suspeito que não me derrube
apenas talvez não vos perturbe...
tanto, Pessoas!
@mafalda.carmona
(M.C. 31.10.2025)

Amiga Mafalda, escrevo à desgarrada:
ResponderEliminarNão vai ficar quieta
Tanto, Pessoas,
diz bem, quieta não vai,
Nós queremos, Mafalda,
Queremos mais loas.
Tudo de bom!
Veremos caro amigo João-Afonso, hehe, que loas se arranjam. Não sei se reparou na quantidade exorbitante de livros! Estão todos por ler.😅🤣😁
EliminarClaro que não perturba...é um prazer...:)))bom sábado
ResponderEliminarObrigada, igualmente. Bom sábado:)
EliminarSimplesmente brilhante. Fez-me rir o que me agrada sempre.
ResponderEliminarDeixo votos de tudo de bom.
.
“” Sorriso: o teu oásis de amor
““
.