Tu só...sobre o tempo

 

Altera-se o brilho na constante do acaso

Eterno escoamento dos significados

Paisagem renascente meteorito de

    faces lavadas

Um desejo que oprime um rosto desfigurado

Sabes que os maxilares rangem quando as feras

   tocam os seus instrumentos

E os abismos se apagam na floresta onde caminhas

Muito para além de ti a alegria de viver

Complexo véu feito de pálpebras cerradas

O peito carregado de armas a morte do silêncio

Microscópico ser a agarrar-se às luzes

A inspiração de uma cidade que desconheces

A total inércia dos deuses que não estendem

  os braços a ninguém

Tu sozinho aberto ao torpor dos frios

Tu sozinho num mundo de coisas apagadas

Tu só…sobre o tempo.

Comentários

  1. Tantos dias de temporal quebram-nos o ânimo, caro Amigo.
    Melhores dias virão.
    Bom fim de semana e um abraço

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