O "coitadismo nacional"

Se há algo que me aborrece na nossa classe política é a forma como todos se aproveitam para à custa da desgraça dos outros conseguirem mais um voto, mais uma eleição.

Tinha sobre o candidato António José Seguro uma boa opinião, Mas desde que soube que será eleito para Belém com o apoio de toda a esquerda e até de alguma direita tem vindo a baixar o nível das suas intervenções.

Num momento em que o país atravessa uma enormíssima frente de batalha contra um chuva constante o que menos se necessita escutar serão criticas, mesmo que sejam justas. Ao invés necessita-se de apoios, solidariedade, trabalho, coragem e muuuuuuuuuito menos palavras.

O nosso país é constantemente assolado por catástrofes. Os costumados incêndios no Verão (recordai-vos de 2017!!!), as chuvas como são as deste inverno, acidentes (o caso do elevador da Glória) e tantos, tantos casos.

O país não necessita de quem aponte os problemas, pois todos sabemos que os temos. Necessitamos, isso sim, de quem ouse inventar soluções. Mas das boas daquelas que poderão resolver os problemas dos portugueses (saúde, habitação, educação, justiça, p.e.). 

Os candidatos às eleições de amanhã não entendem nada disto, nada mesmo. Quais chacais preferem aproveitar-se do sangue latino e conseguirem chegar ao Olimpo das suas tristes vidas.

Infelizmente o nosso povo até gosta disto, plasmado no vetusto "coitadismo nacional" e naquela "selfie" com um qualquer Presidente da República para mais tarde recordar!


Comentários

  1. "coitado, coitadinho, coitadadíssimo", escrevia o Eça n'Os Maias, a propósito de um cornudo da sociedade lisboeta de então. Que os portugueses se livrem desse estigma.

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  2. A vida é muito importante, mas votar também o é, porque mexe com a nossa vida.
    Um abraço.

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    1. Será que mexe? Eu já não acredito! Sinceramente!😒😒😒😒

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