A minha rua
Em cada rua, cada casa tem dentro corações atentos
Na palpitação de quererem aproveitar os melhores momentos
Cada qual nutre-se dos melhores e encantadores sustentos
Lá fora ninguém sabe
o que se passa nos apartamentos
Nem todos os dias são longos, com discussões e cinzentos
Há dias em que brilha o vento, há beijos e abraços, há
movimentos
Se as paredes falassem, poderiam contar como são celebrados
esses eventos
A ternura, a delicadeza, a beleza para eternizar, do coração,
todos os batimentos
As mãos entrelaçadas nos beijos das bocas queimadas pelos
pensamentos
Os corpos diluídos, no calor de um grito contido, na
explosão de todos os ventos
Não há tempo para rodopiar por todos os cantos e assentos
O amor é tão forte que consegue sobreviver até nos conventos
Por muito que o queiram prender, ninguém consegue conter os
seus empolgamentos
A minha rua é dona da lua, nas noites quentes, frias e nos
dias sonolentos
Cada um tem uma rua, a que chama sua, mesmo em dias de
aborrecimentos
Enquanto a rua dorme não há beijos, nem abraços, nem
cumprimentos
É como se todos tivessem assinado um acordo de paz e bons
entendimentos
Para que a madrugada acorde alegre, contente, eufórica, para
novos envolvimentos.
José Silva Costa
Belo poema.
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