27/02/2004
A despedida
Fico, no cais, atracada a minha dor
De olhos fechados pelo amor
De braços presos no horror
De te perder na guerra.
Morro aqui à tua espera
Com os teus últimos beijos
Presos nos sentidos.
Abro os olhos
E, à memória, só me veem maus pensamentos
O coração não aguenta
Tão grande separação.
Beijo os cabelos
Perfumados pelos teus dedos
Sinto-os entrelaçados nas recordações
Que embalaram o meu corpo
Agora, condenado a definhar
Com a tua ausência.
Sem o teu carinho e amor
Meus olhos fecho, para sempre,
Meu amor.
José Silva Costa
Todos sentimos, mais cedo ou mais tarde, a falta da presença de quem não sabemos viver sem...
ResponderEliminarJá passei por isso, caro Amigo. Mas somos sempre, nessas alturas, mais fortes do que pensamos.
Um abraço. A paz consigo.
Foram despedidas, muito sentidas, no cais, sem sabermos se nos veríamos mais.
EliminarBoa noite, caro Amigo.
Um abraço.
que bonito!
ResponderEliminarMuito obrigado, pela visita.
EliminarBoa noite José,
ResponderEliminarA partida é sempre um momento marcante. Quem parte fica a residir permanentemente no coração de quem sente a ausência. E depois origina estes belos textos.
Abraço.
Boa noite, José,
EliminarAs guerras são do pior que há.
Um abraço.